Diferenças de remuneração entre homens e mulheres e a presença feminina em diferentes áreas estão entre os aspectos que ajudam a compreender o cenário do mercado de trabalho
A busca por maior igualdade nas relações de trabalho envolve não apenas a remuneração, mas também as oportunidades profissionais, os critérios utilizados para valorização dos trabalhadores e a presença de diferentes grupos em funções e posições de liderança.
Entre os indicadores que ajudam a compreender esse cenário está a diferença salarial entre homens e mulheres. Os dados mais recentes apontam que o salário contratual mediano das mulheres corresponde a 89,4% do valor recebido pelos homens. Quando considerada a remuneração média mensal, o percentual chega a 101,7%.
A diferença entre os dois indicadores está relacionada à forma como os valores são calculados. O salário contratual mediano considera o valor central dos salários, enquanto a remuneração média leva em conta os valores recebidos mensalmente pelos trabalhadores, incluindo as características das diferentes funções exercidas.
Diferenças aparecem conforme a ocupaçãoA análise por grupos ocupacionais mostra que a realidade salarial não é uniforme entre as diferentes áreas profissionais. Entre os profissionais em ocupações de nível superior, por exemplo, a remuneração média das mulheres corresponde a 121,5% da registrada entre os homens.
Entre os técnicos de nível médio, o percentual chega a 125,7%, enquanto nos serviços administrativos a remuneração média das mulheres representa 113,1% da dos homens.
Em cargos de dirigência e gerência, a remuneração média feminina corresponde a 38,1% da masculina. Já nas atividades operacionais, o índice registrado é de 76%.
Os números evidenciam que as diferenças de remuneração precisam ser observadas considerando também as funções desempenhadas e a composição de cada grupo profissional.
Mulheres são maioria entre os trabalhadoresA participação feminina também aparece na composição do mercado de trabalho. No universo analisado, 56,6% dos trabalhadores são mulheres, enquanto os homens representam 43,4%.
Os dados também permitem observar a composição por raça e cor. As mulheres não negras correspondem a 52,5% do total, enquanto as mulheres negras representam 4,1%. Entre os homens, os percentuais são de 40,5% para não negros e 2,9% para negros.
A diversidade no ambiente profissional está relacionada ainda ao acesso a oportunidades, à ocupação de diferentes funções e à possibilidade de crescimento na carreira.
Critérios vão além da remuneraçãoA construção de ambientes de trabalho mais diversos envolve diferentes aspectos da vida profissional. Entre os critérios considerados nas decisões relacionadas à remuneração estão experiência profissional, capacidade de trabalho em equipe, cumprimento de metas, disponibilidade para determinadas atividades, proatividade e desenvolvimento de ideias e sugestões, além de planos de cargos e salários.
Também fazem parte das iniciativas de diversidade medidas relacionadas ao compartilhamento das responsabilidades familiares e à ampliação da participação de mulheres em diferentes espaços profissionais, incluindo cargos de direção e gerência.
A discussão sobre igualdade salarial, portanto, está inserida em um contexto mais amplo de valorização profissional, transparência e igualdade de oportunidades. A análise desses indicadores contribui para identificar diferenças entre grupos e acompanhar a evolução das relações de trabalho.
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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – eSocial, RAIS Mensal (junho de 2026) e Portal Emprega Brasil (agosto de 2026).
Texto: Alice Costa/Comunicação Uniplac
Publicado em: 29/09/2026