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Uniplac integra esforço estadual no enfrentamento ao feminicídio com criação de Centro de Pesquisa e Formação

Santa Catarina registra, ano após ano, mais de 50 casos de feminicídio, número que expõe uma realidade brutal e reforça a urgência de políticas públicas mais efetivas, ações integradas e formação qualificada para toda a rede de proteção às mulheres. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o dado não é apenas um alerta: é um chamado à responsabilidade coletiva.

É nesse cenário que nasce o Centro de Pesquisa e Formação Contra o Feminicídio, iniciativa da deputada estadual Luciane Carminatti, viabilizada com recursos destinados pela parlamentar. Para conduzir a dimensão técnico-científica do projeto, a deputada convidou as professoras Dra. Mareli Elaine Graupe e Dra. Josileine Antunes Pereira, pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). A partir desse convite, o Centro passa a ser executado institucionalmente no âmbito do PPGE/Uniplac.

“Este momento não representa apenas a formalização de uma parceria institucional. Ele simboliza o reconhecimento de que o enfrentamento ao feminicídio exige ciência, articulação interinstitucional e compromisso político. A Uniplac, por meio de seus programas de pós-graduação stricto sensu, dispõe de uma equipe altamente qualificada, composta por pesquisadores e pesquisadoras das áreas da saúde, das ciências humanas e sociais, preparados para tratar com rigor metodológico os dados oriundos do Observatório de Violência contra as Mulheres da Alesc”, afirma a Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação da Uniplac, Lilia Kanan.

O Centro tem como finalidade desenvolver pesquisas e análises qualificadas a partir dos dados do Observatório da Violência Contra a Mulher, sistema integrado de informações da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) sobre violência contra a mulher no estado. A partir desses dados, serão formulados subsídios para qualificação de políticas públicas e propostas de intervenção mais precisas, alinhadas às diferentes realidades dos municípios catarinenses.

Outra frente central do Centro de Pesquisa e Formação Contra o Feminicídio será a capacitação continuada de profissionais da rede de proteção – como equipes da saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça – além de ações voltadas à sociedade em geral, buscando ampliar a compreensão sobre a violência de gênero, seus sinais, dinâmicas e formas de enfrentamento.

As professoras Dra. Mareli Elaine Graupe e Dra. Josileine Antunes Pereira irão liderar as atividades do Centro, coordenando as etapas de pesquisa, formação e articulação com os diferentes órgãos e instituições envolvidos. Sob sua coordenação, o Centro se torna um espaço de produção de conhecimento aplicado, diálogo com a realidade e suporte técnico às políticas públicas.

 

“Sabemos que números, por si só, não salvam vidas. Mas quando analisados com profundidade, contextualizados socialmente e interpretados à luz de referenciais científicos, eles revelam padrões, vulnerabilidades, lacunas institucionais e possibilidades de intervenção. É nesse ponto que a Uniplac vai cumprir uma de suas principais funções sociais: produzir análises técnicas consistentes que orientem estratégias mais assertivas de prevenção e enfrentamento”, completa a Pró-Reitora.

O convênio que oficializa a criação e execução do Centro foi assinado durante o evento “Vivas e Decididas”, realizado na Alesc, em 05 de março de 2026, marcando um passo importante para que Santa Catarina avance na construção de respostas mais efetivas frente à violência letal contra mulheres.

Com essa iniciativa, a Uniplac reafirma seu compromisso com a responsabilidade social, com a defesa dos direitos humanos e com a produção de conhecimento comprometido com a transformação da realidade, colocando a ciência e a formação acadêmica a serviço da vida e da dignidade das mulheres catarinenses.

 

Foto: Daniel Conzi/Agência AL

 

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